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03-09-12
Etologia e bem-estar animal
Por: Iramaia B. Hefner

Para que possamos melhorar o manejo do rebanho, é importante que nós profissionais técnicos, criadores e trabalhadores de campo na pecuária, tenhamos conhecimentos básicos de etologia (comportamento animal) da espécie com a qual estamos trabalhando ver comentarios

 

Para que possamos melhorar o manejo do rebanho, é importante que nós profissionais técnicos, criadores e trabalhadores de campo na pecuária, tenhamos conhecimentos básicos de etologia (comportamento animal) da espécie com a qual estamos trabalhando. Então, somente sabendo do comportamento da espécie, saberemos qual o melhor manejo para ela, e claro que isso tudo reflete em fertilidade e produtividade. O manejo inadequado, muitas vezes agressivo, acarreta em consequências negativas no desempenho produtivo de leite e carne.

Os bovinos são animais gregários, ou seja, vivem em grupos e delimitam a área de pasto nas fazendas, como:

a) área de alimentação, onde os animais pastejam;

b) malhadouro, onde os animais ruminam e descansam.

 O conhecimento do comportamento animal e o uso de estratégias de manejo racional podem assegurar o bem-estar animal e gerar ganhos diretos e indiretos na produtividade e na qualidade do produto final.

Hoje em dia, no Brasil e no mundo se fala muito em ambiência e bem-estar animal, porém sempre surgem dúvidas a respeito do que realmente é bom para o animal, o que realmente lhe proporcionaria conforto e bem estar. O objetivo geral do bem estar animal é conhecer, avaliar e garantir as condições para satisfação das necessidades básicas dos animais que passam a viver, por diferentes motivos, sob o domínio do homem. Portanto devemos tratar o animal com respeito evitando que durante a sua vida ele passe por sofrimentos desnecessários.

Sabe-se que técnicas de manejo adequadas e outros cuidados como: dieta, condições higiênicas e instalações adequadas, assim como saúde animal, entre outros, também devem ser observados e praticados pelo produtor rural. Funcionários treinados podem fazer a diferença entre maior ou menor lucratividade dentro da propriedade, pois tudo isso quando bem trabalhado diminui o estresse causado aos animais, resultando em maior fertilidade, maior produtividade e menores perdas por acidentes ou contusões.

Um bom exemplo é quando as pessoas que manejam o gado têm bons conhecimentos de comportamento e especialmente como conduzi-los, pois numa condução mal feita, dentro ou fora do curral, o animal pode quebrar um membro ou sofrer contusões de carcaça que o frigorífico com certeza condena e/ou desconta no pagamento. Além disso, pode ser a diferença entre um bom dia de trabalho, ou um dia de trabalho onde metade dos funcionários machucaram-se na lida com o gado.

No Brasil, o Ministério da Agricultura é responsável pelo fomento de ações que garantam o bem-estar animal, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), que coordena a Comissão Técnica Permanente (criada pela Portaria nº 185, de 17 de março de 2008)  e de parceiros como o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Iramaia M. Bassoi Hefner - CRMV 01437/Z – zootecnista UNESP/Botucatu com especialização em nutrição animal pela UFBA. Atualmente trabalha como consultora agropecuária.


 



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