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Considerações sobre Reprodução em Gado Leiteiro
Por: Augusto de Castro Netto

Estudos estão sendo conduzidos visando melhorar os índices reprodutivos de vacas de alta produção, especialmente no período mais quente do ano. Algumas das causas de baixa eficiência reprodutiva são falhas na detecção de cio e baixas taxas de concepção. ver comentarios

 

No contexto atual, é impossível falar em produção e produtividade em rebanhos leiteiros sem atentarmos para vários fatores como sanidade, nutrição, ambiente e em especial a reprodução. Nas últimas décadas, com a especialização das propriedades, verificamos um aumento da produção/vaca e uma queda na eficiência reprodutiva. Essa ineficiência reprodutiva causa potenciais prejuízos para os produtores de leite. Exemplo disto é o impacto do intervalo entre partos na produção de um rebanho.

 

Estudos estão sendo conduzidos visando melhorar os índices reprodutivos de vacas de alta produção, especialmente no período mais quente do ano. Algumas das causas de baixa eficiência reprodutiva são falhas na detecção de cio e baixas taxas de concepção. Além disso, aspectos nutricionais e sanitários interferem decisivamente na eficiência reprodutiva do rebanho. Entretanto, estes serão discutidos posteriormente devido à importância de cada um no sistema de produção de leite.

 

O número de animais submetidos à inseminação artificial (IA) está relacionado a uma boa detecção de cio. A detecção é prejudicada por falha humana na observação do comportamento do cio e pela diminuição na expressão deste comportamento pelo animal, devido ao sistema de confinamento, ao tipo de piso, entre outros fatores. Diante desses problemas, os programas de inseminação artificial em tempo fixo (IATF), que permitem o controle do estro e ovulação de forma farmacológica, foram instituídos e quando aplicados corretamente apresentam bons resultados. Atualmente, há vários produtos e protocolos disponíveis no mercado.

 

Os protocolos de IATF aumentam o número de animais inseminados (melhora a taxa de serviço), entretanto, para que sejam eficientes, os cuidados com acondicionamento e correta administração dos produtos, manejo adequado dos animais, qualidade do sêmen e habilidade do inseminador devem ser considerados. Mesmo assim, em grande parte dos rebanhos, tomados os cuidados devidos observam-se baixas taxas de concepção (abaixo de 35%) em vacas de alta produção submetidas à IATF.

 

Durante o verão, vacas leiteiras taurinas criadas em condições tropicais, normalmente apresentam diminuição na qualidade dos oócitos e, consequentemente, queda nas taxas de fecundação e concepção em programas de IA. Este fato deve-se principalmente ao estresse térmico. Muitos técnicos têm considerado como alternativa, para melhorar a taxa de concepção de vacas de alta produção, especialmente nos períodos mais quentes do ano, a transferência de embriões (TE). Esta biotécnica também consiste em importante ferramenta para incrementar a taxa de prenhez em vacas repetidoras de cio (≥ 4 serviços) durante o ano. Afinal de contas, estes animais representam um dos fatores de ineficiência reprodutiva em rebanhos leiteiros. Estudos relatam melhores taxas de prenhez na TE comparada com a IA neste tipo de animal e sob condições de estresse térmico. A seleção criteriosa das receptoras, boa detecção de cio ou protocolos de sincronização (TETF) bem realizados são pontos importantes para a obtenção de bons resultados em programas TE.

 

As biotécnicas de reprodução, como IATF, Transferência de Embriões (TE) e Fertilização in Vitro (FIV), ganham espaço como ferramentas para incrementar as taxas de prenhez, promover melhoramento genético e maior número de produtos. Entretanto, é muito importante que o produtor/técnico analise qual a técnica mais adequada à realidade de cada propriedade antes de adotá-la.

 

 

 

  • Augusto de Castro Netto é medico veterinário e gerente da Divisão Gado de Leite da Bioembryo

     



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