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Quando a eficiência é a única solução

Devemos ser eficientes nos processos de produção, especialmente naqueles relacionados ao gerenciamento das mudanças, sob pena de fracassar ou, na melhor das hipóteses, de apenas sobreviver. ver comentarios

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O mercado globalizado é sinônimo de incertezas (probabilidades que não podem ser avaliadas, relacionadas às situações incomuns ou inéditas) e isso é fato irrefutável. É importante ressaltar que incerteza é algo bastante mais complexo de gerenciar que risco. Essa premissa se torna evidente quando analisamos um exemplo real da violência do impacto produzido pelas profundas mudanças que o mercado tem sofrido. Os jornais têm despejado sistematicamente números desastrosos de desempenho de um sem número de organizações dos mais variados setores e nacionalidades.

Já não nos causa espanto ouvir que determinada entidade amargou queda de 17,5% do volume de exportaçãoes em janeiro de 2009 em comparação com o mesmo período do ano passado. Ou que as importações registraram acentuada queda em série nos meses de novembro, dezembro e janeiro de 17,9%, 21,3% e  assustadores 43,1%, respectivamente. Que fábricas fecham suas portas e multidões trabalhadores perdem seus empregos.

 Mais curioso é imaginar que a mesma entidade apresentou um consistente e vigoroso crescimento entre 2003 e 2007, sustentando valores acima da casa dos 10% ao ano (bastante acima da média mundial). Que é a quarta maior do mundo entre as entidades do mesmo setor (ou a segunda maior, se considerarmos como critério a paridade do poder de compra). É o maior consumidor mundial de aço e concreto e o segundo maior importador de petróleo. Em termos globais, é o terceiro maior importador e o segundo maior exportador do setor no planeta.

Estes são dados da economia chinesa (pós e pré colapso do mercado finaceiro). Ícone de crescimento economico robusto e sustentável Para se ter uma idéia da proporção da expansão do mercado chinês (nos períodos pré-crise), o maior desafio era frenar o ritmo de crescimento como medida de controle inflacionário (evitar o super-aquecimento do consumo).  No cenário pós-crise a China enfrenta o pior ambiente econômico desde a segunda guerra mundial.

Apesar do efeito deletério produzido pelas variações do ambiente econômico mundial é possível produzir e crescer. É fundamental redimensionar os modelos de produção visando a atender aos níveis de eficiência que um cenário de recessão severa impõe. Em tempos em que a escassez de crédito pressiona o custo de produção e limita o consumo é imperativo que uma empresa (de qualquer tamanho ou setor) esteja preparada para absorver os impactos do mercado globalizado. Neste contexto as organizações ligadas ao agronegócio brasileiro não são exceção. Atualmente o setor corresponde a 24% do Produto Interno Bruto, emprega 37% da força de trabalho e è responsável por 36% das exportações do país.

A evolução do mercado internacional de carnes e dos produtos derivados, por exemplo, pressiona o investimento em racionalização dos processos produtivos. O gerenciamento estratégico de uma empresa agropecuária é condição sine qua non para a obtenção de sucesso ao final do processo. Atualmente, as empresas brasileiras são obrigadas a entregar seus produtos a preços pouco interessantes (isso quando há demanda ou não há restrições). Aumentar o market-share e abastecer o planeta com produtos de alto valor agregado devem ser os objetivos do Brasil para o setor.

A injeção de R$ 21 bilhões no mercado interno neste ano (através do reajuste de 12% no valor do salário mínimo) significa um reaquecimento (modesto, é verdade) do consumo, pricipalmente, dos alimentos. Há ainda as medidas no setor tributário como as novas faixas de tributação para o IR, a isenção do IPI e redução do IOF e a política monetária do governo de exigir taxas de juros mais baixas. O objetivo é evitar o desemprego, pressionar positivamente a oferta de crédito (e o custo do capital), reaquecer o consumo no mercado interno e incentivar a produção.

Neste ambiente, eficiência é fator crítico de sucesso. Projetos de investimentos em inovação, equipamentos, processos e tecnologia são imprescindíveis. A expansão por meio de novos empreendimentos assume papel importante no processo de busca pela geração contínua e sustentável de valor. A maximização do valor de uma empresa é objetivo de longo prazo, o imediatismo é atitude incongruente à gestão e ao planejamento estratégico de uma organização (qualquer que seja). Pode parecer um contra-senso investir em produção em tempos difíceis, mas este é o caminho para o crescimento econômico sustentável. Aposentar os modelos de produção extrativistas e arcaicos é condição que o mercado impõe. É necessário buscar a racionalização dos índices de produtividade e isso envolve, inevitavelmente, avanços tecnológicos.

Aqueles que se propõem a criar valor através da produção sabem dos desafios que têm pela frente. Felizmente a era do imediatismo e da especulação chegou ao fim.

Lucas Lopes Moino

Médico Veterinário

Gerente de Novos Projetos



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